Naming

Você sabe o que é Naming?

Você está pronto para abrir sua empresa, mas será que o nome escolhido é o melhor? Será que seu público entenderá o que você quer transmitir?

É muito comum, na hora de começar um negócio, ter dificuldades para a escolha do nome. Nesses instantes, vale a pena o empreendedor procurar saber o que é Naming. Na verdade, o processo de naming é altamente recomendável para empresas que estão iniciando. Afinal, começar em uma atividade com um nome fraco e não funcional pode alavancar um marketing negativo.

Naming é uma área do Branding* que tem uma das tarefas mais difíceis do marketing: nomear marcas, produtos e serviços, traduzindo sua essência, princípios, posicionamento e valores.

Entre janeiro e março de 2017 foram criados 581.000 novos empreendimentos no País. Mas será que todos passaram por essa importante técnica? Será que o Naming foi utilizado para nomear suas marcas? E, se realmente foi, será que isso foi feito da maneira correta? Tanto para quem está montando um empreendimento como para quem pensa em reformular a identidade de um negócio, o processo de Naming é extremamente decisivo. Aliás, ele pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso. Quer saber mais? Então acompanhe este post e tire suas dúvidas sobre “Naming: o que é?”.  Acompanhe!

Entenda o que é o Naming

Um dos primeiros passos na estruturação da identidade de uma marca é definir o nome que a acompanhará. Nesse sentido, o Naming é uma metodologia criativa interdisciplinar de desenvolvimento de nomes. A sua função é encontrar uma ou mais palavras alinhadas à essência da marca, seu núcleo de significados e propósitos atuais e futuros.

Embora seja uma atividade perfeita para ajudar quem está começando, entender o que é Naming traz vantagens para reestruturar empresas já em operação.

Nesse contexto, é preciso compreender a força que um nome pode ter para influenciar diretamente o comportamento do consumidor.

Alguns nomes têm um efeito tão voraz que penetram na cultura a ponto de se transformarem em substantivos comuns, isto é, em palavras que denominam objetos de forma genérica. Foi o que aconteceu com a Gillete, que virou sinônimo de lâminas de barbear.

Desse modo, você consegue imaginar alguém entrando em um supermercado e perguntando: “por favor, onde ficam as lâminas de barbear?”. O nome Gillete já se enraizou nas mentes dos brasileiros e, por isso, é bem provável que esse cliente apenas diga: “onde eu encontro Gillete?”.

A potência dos nomes é tanta que até os dicionários cederam espaço para certas marcas, uma vez que tais expressões foram absorvidas pela população no dia a dia. O nome da Band-Aid, por exemplo, é encontrado como bandeide no Aulete e no Priberam. Já no dicionário Michaelis, essa palavra obedece até a grafia da fabricante: Band-Aid!

Acompanhe uma lista de nomes com desempenho notório!

  • Bom Bril: esponja de aço;
  • Cotonetes: hastes flexíveis de algodão;
  • Chiclete: goma de mascar;
  • Band-Aid: curativos adesivos;
  • Leite Moça: leite condensado;
  • Miojo: macarrão instantâneo;
  • Xerox: fotocópias;
  • Cândida: água sanitária;
  • Durex: fita adesiva;
  • Maizena: amido de milho, palavra encontrada nos dicionários com “s”;
  • Lycra: elastano;
  • Pyrex: refratário de vidro;
  • Ray-ban: óculos escuros;
  • Teflon: revestimento antiaderente.

 

Veja quais são as etapas do Naming

A palavra “naming” vem do inglês e significa dar um nome a algo ou alguém. Porém, no marketing, esse processo é mais profundo e envolve técnicas de branding. Aliás, o naming faz parte do branding que, por sua vez, abrange toda a construção da identidade da empresa e de seus produtos. Nesse caso, o branding e o naming são processos que ajudam no lançamento ou no reposicionamento de uma marca.

Entretanto, para entender o que é naming e aplicar a metodologia, são necessários mais do que talento e criatividade. Nesse sentido, há inúmeras ações envolvidas: pesquisa, registros jurídicos e estudos conceituais, entre outras.

Além disso, cada agência tem seu estilo próprio de trabalhar o naming, de modo que não há uma receita única. Porém, a seguir, vamos te contar quais são as principais fases do processo de naming aqui na dBriefing, veja:

Pesquisa

Para saber o que é naming de verdade, é preciso desmistificar a ideia de que se trata apenas de uma atividade criativa. Muito pelo contrário. O processo começa pelo estudo da própria marca e da sua concorrência. Nessa fase, são levantados os conceitos e os valores que se quer transmitir, isto é, a estratégia é definida. Em palavras simples, descobre-se quais as funções que o nome deve cumprir.

Além disso, é comum a necessidade de hierarquizar esses propósitos do nome. Isso porque, na maior parte dos casos, um único nome não serve a todos os intuitos e planos de uma organização.

Projeto

Baseado na problemática a solução aplicada é um projeto estruturado em filtros, onde se avalia a problemática, cria-se um brainstorming, realiza um filtro de ideias, analisa e valida as ideias filtradas e faz a execução com o disaster check, legal check e por fim a escolha final.

Há também um comprometimento dos envolvidos no desenvolvimento, sendo sempre combinado que os envolvidos sejam sempre os mesmos, sem acréscimo ou falta de alguém durante todo o processo.

A metodologia utilizada é de Guilherme Petrilli e Fernando Palácios.

Rota Criativa

As rotas criativas servem como referência para qual tipo de nome será criado. Utiliza-se de 4 rotas:

  1. Descritiva: usualmente servem para empresas muito inovadoras que necessitam de descrever o seu ramo de atuação;
  2. Sugestiva: aplicado em empresas que precisam descrever a sensação ou a consequência de seu produto ou serviço, sem descrever o mesmo diretamente;
  3. Inventiva: usada quando a empresa necessita inventar um novo método de trabalho para um mercado já saturado ou comum;
  4. Inovadora: serve para empresas cuja o mercado já está extremamente saturado, ideal para inovar e criar uma nova fórmula de trabalho ou de apresentação de proposta, normalmente nomes inovadores são os mais disruptivos. Utiliza-se de pares de rotas para definir a criação de um nome.

Construção morfossintática

As construções morfossintáticas servem para mesclar vocábulos, palavras, adjetivos ou substantivos com o objetivo de gerar um nome que atenda as direções apontadas pela estrutura e pelo par de rotas criativas.

Existem 11 técnicas morfossintáticas que servem como base para construção de um nome:

  1. Abreviação: Técnica que abrevia duas ou mais palavras com o objetivo de construir uma nova;
  2. Acrônimo: Utiliza as iniciais de duas ou mais palavras com o objetivo de gerar uma palavra nova;
  3. Aliteração: Sequência de duas palavras que tem sonoridade ou escrita similar, usualmente geram “rimas”;
  4. Combinação/Composição: Junção de duas palavras que podem ser usadas juntas ou mescladas em uma única palavra com o objetivo de gerar um significado.
  5. Descritivo: Nome que descreve diretamente o ramo de atuação da empresa;
  6. Fundadores: Nomes que utilizam sobrenomes ou nomes pessoais dos fundadores da empresa;
  7. Origem: Quando o nome tem origem geográfica;
  8. Histórico: Quando o nome se baseia em um fato histórico;
  9. Humor: Nomes que fazem algum tipo de efeito humorístico ou lúdico;
  10. Simbolismo ou estrangeirismo: Nomes que se inspiram em alguma cultura ou símbolo;
  11. Onomatopeia: Nomes que remetem a algum som característico.

Brainstorming

O processo de naming tem a sua fase mais dinâmica e arrojada com a reunião de brainstorming, na qual é feita a triagem dos nomes com maior e menor potencial de sucesso, de acordo com os valores estabelecidos no passo anterior.

Baseado nas preliminares, pode ser construído um mapa mental que serve como ferramenta para encontrar vocábulos que serão utilizados na construção morfossintática da palavra ou composição.

O início do mapa se dá com base no ramo de atuação que pode ser direcionado para ideias centrais que eventualmente se tornaram temas e palavras individuais.

Filtro e solução aplicada

Após o Brainstorming e os filtros de ideias, foi possível identificar que o melhor caminho a se seguir dentro do mapa mental é o dos sentimentos envoltos por um evento que necessita de um convite e por consequência o próprio convite em si poderia ser um elemento de importância para o nome.

Disaster check

Analisando possíveis conotações positivas e negativas que possam ocorrer em quaisquer idiomas dentre os três envolvidos no nome (português – local de atuação da marca, Inglês – love e Italiano – invito) não foi encontrado qualquer fator que possa representar algo negativo ou uma dupla interpretação.

Legal Check

O processo de naming inclui mais uma etapa burocrática, que é conferir a disponibilidade jurídica de registros e domínios. Assim, com a lista de nomes em mãos, é necessário consultar o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) para ver se outra marca já não utiliza as ideias levantadas.

É importante lembrar que todo registro do INPI é passível de uma análise humana e pode eventualmente apresentar falsos negativos e falsos positivos, onde a pesquisa serve apenas como referência para uma maior expectativa da conclusão do registro.

Deixamos recomendado assim então que o registro do nome seja feito o mais breve possível e sempre acompanhado por um profissional do ramo ou advogado pessoal.

Conclusão

Com base em toda a metodologia aplicada, processos realizados e análises técnicas, é escolhido o nome que demonstra potencial para o atual ramo de trabalho da empresa bem como para futuras expansões. Sem qualquer tipo de conotação negativa o que possibilita aplicação em qualquer situação sem qualquer tipo de receio ou restrição.

 

Descubra as diferenças entre Naming e Identidade visual

Muitas pessoas confundem a criação da identidade visual da empresa com o Naming, mas são procedimentos diferentes. Assim, a identidade visual abrange diversos elementos tais como: logotipo, cores, tipografia, entre outros. De fato, o Naming pode até se tornar uma etapa da identidade visual, mas a ação de Naming pode ocorrer de forma separada.

Dessa forma, o Naming é o ponto inicial para qualquer novo produto ou empresa que está surgindo no mercado e também para as que desejam se reinventar. Somente após seu desenvolvimento, segue-se para a criação da identidade visual, mantendo a comunicação e os elementos da criação do nome. Será a identidade que reforçará a transmissão do conceito definido para o nome da empresa.

E aí? Deu para entender direitinho o que é naming? Na realidade, trata-se de um termo relativamente recente no Brasil. No entanto, ele é um processo que faz parte do branding e tem um papel decisivo no posicionamento de mercado: seja para começar, seja para expandir, seja para mudar. Ainda na dúvida ou preparado para começar? Independente de como você estiver, podemos te ajudar: entre em contato com a dB a partir do nosso site clicando aqui.

Akira Kawazoe

Co-fundador e CBO da dBriefing Resultados criativos. Formado em Design Gráfico, com especialização em Gestão do design e cursando MBA em Branding, Nerd, gamer e apaixonado pelo mundo das marcas . - “Um mundo sem marcas, é um mundo sem negócios”.

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