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Você já parou para pensar por que séries, filmes, novelas, games e quadrinhos sempre fizeram um tremendo sucesso? Para se ter uma ideia do potencial desse setor, uma pesquisa aponta que até 2021 o mercado global de mídia e entretenimento movimentará US$ 43,7 bilhões. Qual será o segredo para despertar tanto fascínio? É que as histórias realmente encantam, seduzem e inspiram. Por isso, cada vez mais, as empresas vêm utilizando o storytelling para se aproximar do público.
Nesse cenário, muitos empreendedores se perguntam: qual é a importância do storytelling para a marca? A resposta é simples: histórias engajam mais, ficam mais fortes na memória e ainda despertam sentimentos. Desse modo, é possível criar empatia nos clientes em relação a uma organização, por exemplo.
Assim, fica mais fácil se aproximar dos consumidores e chamar a atenção de uma forma mais interessante, o que faz toda a diferença na estratégia competitiva. Quer saber mais? Então leia nosso post que vamos te contar o que é o storytelling e a importância do storytelling para seu negócio. Confira!
Saiba o que é o storytelling
Mas, afinal de contas, o que é storytelling? Em palavras simples é comunicar uma mensagem com uma narrativa envolvente, tornando-a capaz de se tornar única e inesquecível, o que permite impulsionar a marca no mercado.
Com uma narrativa bem elaborada, é viável multiplicar o valor de um produto ou serviço. Trata-se muito mais do que vender: é proporcionar ao consumidor a chance de vivenciar uma experiência que extrapola o cotidiano.
Por exemplo: a marca de fraldas Huggies, no Canadá, usou o storytelling para enfrentar sua adversária comercial e líder do mercado, a Pampers. Para isso, a empresa decidiu explorar o próprio nome que, em inglês, significa “abraços”. Desse modo, a fabricante de fraldas criou várias histórias baseadas em dados científicos para explicar às mamães o quanto o “abraço” é importante para a saúde dos bebês.
Assim, surgiram peças extremamente emotivas para contar o quanto esse simples gesto fortalece o sistema imunológico, estabiliza os sinais vitais e contribui para incentivar o desenvolvimento cerebral dos nenéns. Com essa iniciativa, a Huggies registrou uma expansão de 30% nas vendas de 2016. No entanto, alguns processos são essenciais para produzir um storytelling. Acompanhe!
Storyframing
O storyframing cria um modelo para a história. Trata-se de uma técnica para projetar um serviço, um produto ou uma marca. Nesse caso, o propósito é assegurar a utilização continuada desse parâmetro.
Storytelling
O storytelling é a criação da trama em si. Nesta parte, são indispensáveis os seguintes componentes:
- Local: lugar onde a ação se desenvolve;
- Mensagem: conteúdo a ser passado;
- Personagens: indivíduos que percorrem uma aventura, na qual passam por uma transformação que desperta uma identificação nas pessoas;
- Conflito: é o dilema, o grande desafio, o fator principal de motivação.
Storydoing
É essencial fazer com que a história contada para o público seja aplicada. Por exemplo: a marca Toms, a cada par de sapatos vendidos, doa calçados para crianças carentes. Na verdade, sua história foi fundada a partir desse propósito. Segundo o relato do fundador Blake Mycoskie, um jovem dos Estados Unidos decidiu acompanhar a sua irmã até a Argentina, onde se deparou com várias crianças brincando na rua descalças por não terem dinheiro para adquirir sapatos. Assim nasceu a Toms.
Mais um bom exemplo de storydoing é a Coca-Cola que conseguiu fazer com que a sua campanha Caravana Iluminada se tornasse um dos maiores eventos de Natal do País. Desse modo, em várias cidades e estados brasileiros, os caminhões enfeitados levam o espírito natalino para milhares de pessoas.
Assim, todos querem ver de perto a família de ursos e o papai Noel da empresa. Além disso, com essa estratégia, a fabricante de refrigerantes consegue espaço na mídia nacional e regional. Afinal de contas, é um evento que mexe com o trânsito e envolve um público alto. Aliás, de forma geral, o storytelling está sempre presente nas iniciativas de comunicação da marca, que conversa com seus clientes de forma lúdica, associando seu nome à felicidade.
Conheça a importância do storytelling
Com o storytelling, uma empresa produz afinidade com o consumidor usando técnicas da indústria do entretenimento. Tal método vem dado tão certo que marcas como Intel, Coca-Cola, Land Rover, Dove, Google e Nike adotam o storytelling de forma frequente em suas estratégias de comunicação.
O banco Itaú, por exemplo, criou o personagem Hilário, um boneco que vive sofrendo com problemas financeiros. Desse modo, o protagonista apresenta ao público sua dificuldade de controlar os gastos, causando identificação em muitas pessoas.
Em seguida, um narrador externo aconselha Hilário a ter hábitos mais saudáveis em relação ao dinheiro. Isso funciona muito mais do que comunicados burocráticos e relatórios enfadonhos sobre endividamento.
Descubra a relação entre storytelling e branding
O branding é um grupo de iniciativas colocadas em prática com o objetivo de definir a imagem de um negócio junto à percepção do público. Ou seja, com o branding, é viável fazer com que uma empresa seja admirada e respeitada.
Nesse contexto, o storytelling é um dos vários instrumentos que podem ser utilizados no branding. Dessa forma, as mensagens de interesse corporativo são enviadas de um jeito muito mais envolvente e criativo, o que contribui para vender mais. Nesse contexto, o conteúdo elaborado é replicado no marketing digital, multiplicando o poder de penetração junto à audiência.
Além disso, os profissionais de branding são os mais capacitados a orientar a empresa nesses processos. Isso porque a aplicação malfeita do storytelling pode ser desastrosa, como você verá a seguir.
Veja quais são os cuidados ao usar a estratégia
Além de aplicado nas vendas, o storytelling tem sido bastante utilizado na construção de imagens empresariais. Nesse cenário, a participação do branding se torna decisiva. Isso porque nem sempre a técnica é usufruída de uma maneira ética.
Isso significa que é preciso contar histórias que digam verdades, ainda que o formato para transmiti-las seja fictício, como é o caso do Hilário do Itaú. O boneco não existe na vida real. Mas isso, nem de longe, significa que esse personagem esteja autorizado a contar mentiras.
Por esse motivo, o storytelling não é para qualquer empresa. Afinal de contas, ele desperta emoções: da mesma forma que cativa, pode instigar a descrença e a agressividade.
Um caso de fracasso em storytelling é o da fabricante de sorvetes Diletto, que ganhou destaque com uma história comovente. A empresa teria nascido das mãos do italiano Vittorio Scabin, que seria um famoso sorveteiro da região de Vêneto na época da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Bom, com esse enredo, a marca conquistou muitos fãs até que um belo dia a empresa foi desmascarada: Vittorio Scabin nunca existiu. Com isso, o resultado foram muitos prejuízos financeiros.
Outro mau exemplo deu a varejista de roupas norte-americana Hollister que inventou ter sido criada em 1922. Na realidade, a rede inaugurou em 2000 e também foi flagrada no vergonhoso e triste passo.
Por todos esses motivos, os profissionais de branding são os mais capacitados para diagnosticar em quais casos o storytelling é uma boa alternativa ou não. Além disso, esses especialistas sabem identificar pontos interessantes de uma história aparentemente chata e comum.
Quer saber mais? Então entre em contato com a dBriefing Resultados Criativos:
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